ITALIANA GIOVINE CAMPEÃ
COM CONSELHOS DE POZZI
COM SEIS ‘SETS’ DISPUTADOS COM APENAS 12 HORAS DE INTERVALO, A PRIMEIRA CABEÇA-DE-SÉRIE DERROTOU A HOLANDESA BERTENS NUMA DAS MELHORES FINAIS DE SEMPRE

A italiana Claudia Giovine conquistou hoje (Domingo) o segundo título internacional da sua carreira no Portimão Tivoli Ladies Open, o torneio de 10 mil dólares (7.255 euros) em prémios monetários, a contar para o ‘ranking’ mundial do WTA Tour, que amanhã (Domingo) termina no Clube de Ténis Portimão e Rocha.
Um ano depois de ter perdido na primeira ronda, a milanesa de 19 anos regressou a Portimão como primeira cabeça-de-série e justificou o estatuto, derrotando na final a holandesa Kiki Bertens por 3-6, 6-2 e 7-6 (7/1), «numa das melhores finais da história de sete anos do Portimão Tivoli Ladies Open», como disse o director de torneio, Plínio Ferrão.
«Este ano já tinha chegado às meias-finais de um torneio de 25 mil dólares em Belfort, em França. Agora, com esta vitória em Portimão, sinto que estou a ter um início de época de 2010 bem promissor», declarou Claudia Giovine.
Classificada no 349º posto do ‘ranking’ mundial, a transalpina juntou o Portimão Tivoli Ladies Open de 2010 a outro torneio de dez mil dólares disputado em Jesi (Itália) em 2008, como os seus únicos títulos, mas este teve o sabor especial de ter sido obtido com Gianluca Pozzi na bancada, o antigo nº 40 do ‘ranking’ mundial do ATP World Tour.
«Quem me treina é a minha mãe, mas ela não pode viajar comigo para Portugal e eu pedi ao Gianluca Pozzi, que é treinador no clube de Milão onde treino, que me acompanhasse e foi positivo ter aprendido coisas com ele», disse Claudia Giovine que confessou «só ter dormido quatro horas».
A italiana só tinha terminado as meias-finais na véspera, perto das 22 horas, num duro duelo em que levou a melhor sobre a francesa Constance Sibille por 5-7, 6-4 e 6-4, pelo que teve apenas cerca de 12 horas para recuperar e preparar a final.
«Esta foi a final mais trabalhosa em que já estive e a dada altura percebeu-se que muito iria decidir-se por quem fosse capaz de aguentar mais as dores», comentou o fisioterapeuta Ricardo Rosa, que teve de assistir as duas jogadoras.
«A Kiki Bertens já veio com uma entorse no tornozelo direito e nem sei como jogou com tantas dores. A Claudia Giovine estava muscularmente esgotada e no terceiro ‘set’ da final apareceu-lhe uma contractura lombar», acrescentou.
A final foi seguida por largas dezenas de espectadores nas bancadas e a cerimónia de entrega de prémios contou com as presenças de Isabel Guerreiro, vereadora da Câmara Municipal de Portimão; Miguel Alves, director do Tivoli Marina Portimão; Plínio Ferrão, presidente do Clube de Ténis Portimão e rocha; Plínio Ferrão (filho), o director de torneio; e Peter Finn, o juiz-árbitro.
Ontem à tarde (Sábado), já se tinha concluído o torneio de pares, com a vitória das polacas Justyna Jegiolka e Barbara Sobaszkiewicz.
As terceiras cabeças-de-série, que tinha derrotado nos quartos-de-final as portuguesas Ana Claro e Margarida Moura por 6-0 e 7-5, impuseram-se depois na final à equipa formada pela belga Gally De Wael e pela estoniana Anett Schutting por 7-6 (7/4), 3-6 e 10/7.
Foi o primeiro título internacional de pares de Sobaszkiewicz e o terceiro de Jegiolka.
